(Pelo puro deleite estético)
Hoje viajei
sozinho em barquinho de cascas de avelãs
Hoje
atravessei o lago e na floresta colhi maçãs, e descansei no ninho abandonado de
um passarinho.
Sozinho cheguei
até onde nascem as manhãs e encontrei o
céu dando a luz:
E no
infinito refletido pelos ventos do sul
Um grito de
sol rasgou o azul
E em
lágrimas de orvalho nasceu o dia.
e as
joaninhas levantaram vôo ao brilho do sol,
balançando
as asas vermelhinhas e orvalhadas
infinitamente
mergulhadas
no denso
mistério das florestas esquecidas.
Adormeci ao
canto de um bem-te-vi
E acordei
com a brisa suave balançando as cortinas brancas e leves da janela do meu
quarto.
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