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segunda-feira, 11 de março de 2013

Numa suave e solitária manhã de primavera


(Pelo puro deleite estético)

Hoje viajei sozinho em barquinho de cascas de avelãs 
Hoje atravessei o lago e na floresta colhi maçãs, e descansei no ninho abandonado de um passarinho.

Sozinho cheguei até  onde nascem as manhãs e encontrei o céu dando a luz:
E no infinito refletido pelos ventos do sul
Um grito de sol rasgou o azul
E em lágrimas de orvalho nasceu o dia.

e as joaninhas levantaram vôo ao brilho do sol,
balançando as asas vermelhinhas e orvalhadas
infinitamente mergulhadas
no denso mistério das florestas esquecidas.

Adormeci ao canto de um bem-te-vi
E acordei com a brisa suave balançando as cortinas brancas e leves da janela do meu quarto.

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