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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ciclos


Duas vontades:

1. Falar de ciclos.
2. Não falar de ciclos.

1. Falar de ciclos porque são fundamentais. É no encerramento de um e início de outro que temos a oportunidade de desfazermo-nos das roupagens antigas e tecer vestes novas para a existência. Neles trocamos as cascas. Os ciclos marcados, iniciados, encerrados, celebrados, nos tornam mais humanos. Os ciclos nos renovam e nos impulsionam.
2. Não falar de ciclos porque cansa. Porque nunca se fala o suficiente. Porque eles tocam o que há de mais profundo em nós, lá onde calamos. Porque eles não podem ser dissecados pela linguagem conceitual que tudo quer determinar dentro de normas racionais. Porque é mistério.

Essencial:

Perceber os ciclos e vivenciá-los.

Dica 1: Na natureza.
Dica 2: Na Liturgia (Obra divino-humana de transformação do homem).

Obs. da dica1: Não quero adentrar as nuances dos ciclos naturais. Contemplai-os!

Obs. da dica 2: A Liturgia essa semana fecha um ciclo e abre outro: Encerra-se um Ano Litúrgico; Inicia-se um Novo Ano. Morremos para o ontem, renasceremos para o amanhã. Cristo é gerado em nós. É Advento, vinda, chegada, começo. Vivenciai-o!

OBS final.: Ciclos não são círculos, são espirais. 



Fr. Leandro Nandi

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